Tendo em conta a espera prolongada, a cada dia que passa são vários os recém-especialistas que decidem fazer cessar o seu contrato de médicos internos nos estabelecimentos do internato, onde continuam a ser remunerados como internos, optando pelo setor privado ou pela emigração, onde vêm recompensado o seu esforço e a sua elevada diferenciação técnico-científica.
A inação do Sr. Ministro da Saúde e das estruturas que tutela sobre esta matéria é assim diretamente responsável pelo agravamento do défice de recursos humanos que se verifica em todo o Serviço Nacional de Saúde. De facto, centenas de médicos recém-especialistas poderiam estar já colocados desde há vários meses nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde onde fazem mais falta.
Os médicos, e em particular os médicos recém-especialistas, precisam de ações reais e concretas, ou seja, precisam de concursos e contratações céleres, e não de relatórios falseados sobre o desempenho das unidades hospitalares, pois é certo que não há cuidados médicos sem médicos.
Tudo isto foi hoje comunicado ao Sr. Ministro da Saúde, tendo o SIM apelado mais uma vez para a imediata abertura de concurso para os médicos recém-especialistas que concluíram o internato médico na época de fevereiro/abril.
Ofício do SIM ao Ministro da Saúde
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