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Sindicato Independente dos Médicos

Greve do Serviço de Ortopedia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, Funchal (8, 9 e 10 de Novembro)

28 outubro 2010

COMUNICADO 

GREVE SERVIÇO ORTOPEDIA 

HOSPITAL DR. NÉLIO MENDONÇA/FUNCHAL 

8, 9 e 10 de Novembro de 2010

 

 

Por que é que os Médicos do Serviço de Ortopedia decidiram partir para a Greve?

Porque são temerários e inconscientes? Porque gostam de trapalhadas?

Simples.

Porque gostam do que faziam no Serviço de Ortopedia do Hospital Dr. Nélio Mendonça e vêem o seu trabalho de anos a ser destruído, de forma premeditada, em favor da actividade privada.

Porque vêem no Director Clínico quem tudo faz para os afastar ou despedir do Serviço Público, ao mesmo tempo que cinicamente estende mão benévola para trabalhar na “sua” Clínica.

Porque hoje têm uma lista de espera para intervenções cirúrgicas, tempos operatórios limitados para as necessidades reais, Unidades encerradas, camas retiradas ao Serviço e vêm colegas de renome e prestígio a aposentar-se antecipadamente ou a serem compelidos a pedirem a exoneração da Função Pública.

As greves têm 10 dias úteis de pré-aviso. Num sistema político de normalidade democrática esse intervalo serve para conciliação e negociação. Ao invés, na Madeira, por intermédio da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, do Conselho de Administração do SESARAM, EPE ou da sua Direcção Clínica, este intervalo serve para a triste externação do ataque pessoal, do impropério, da mentira, da pressão e da perseguição, revelando desnorte e impreparação para justificar politicamente uma Greve num Serviço de Saúde que querem fazer crer como perfeito e bem gerido.

Escândalo! Os médicos, esses privilegiados, ousam afrontar o sistema e vir defender, com uma Greve, melhores condições para atender os doentes, mais tempos operatórios, manutenção de resposta em Cirurgia Ortopédica da Criança, da Mão, do Pé, entre outras?

Uma greve é coisa séria! Só se recorre a ela quando todas as portas se fecham e quando a gestão diária da actividade clínica é feita em desfavor dos doentes e alicerçada na destruição de equipas de trabalho que demoram anos a sedimentar e a consolidar boas práticas.

Uma Greve não é uma trapalhada! É um último recurso de quem vê anos de investimento regional a desmoronarem-se sem sentido.

 

Lisboa, 26 de Outubro de 2010                                                        O Secretariado Nacional

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