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Sindicato Independente dos Médicos

A DEBANDADA

11 janeiro 2011

Consultada a lista de Aposentados publicada pela Caixa Geral de Aposentações, referente a Fevereiro de 2011 (DR, 2ª série, nº5, 7 de Janeiro de 2011, páginas 859 a 863) verificamos que a debandada continua.
Nesta listagem são 109 os médicos aposentados do serviço público, um recorde para um único mês.
Mas, mais grave, muito mais grave, é que dos 109 médicos aposentados do SNS, 65 são Assistentes Graduados e 34 são Assistentes Graduados Séniores (ex-chefes de serviço) contribuindo para o decapitar do conhecimento e da diferenciação que porá em risco a capacidade e idoneidade formativa de muitas especialidades médicas e cirúrgicas.
Nesta listagem nem escapam famosos cirurgiões, assessores no Ministério da Saúde, dirigentes sindicais, antigos presidentes de Conselhos de Administração. 
O SNS corre um risco sério de derrocada. 
Os que ficam clamam por meios e, mesmo trucidados pela penalização bruta de uma eventual saída antecipada, não hesitarão em pirar-se logo que possível e financeiramente viável.
Os que não podem sair vão estoirar perante exigências crescentes de serviços e equipas depauperadas, alimentando eles próprios os absentistas por doença.
Na João Crisóstomo - não passa nada!!! 110 querem voltar! (embora só seja certo o regresso de 39 - os que estão em DR).
Inevitavelmente vamos ter de encerrar serviços e concentrar especialidades. 
Não sabemos é se ainda temos tempo de o fazer de forma racional, pensada e estruturada ou se vai mesmo ter de ser à patada e logo se vê, como é timbre de quem só pensa dia-a-dia.
O SNS, serviço público cobiçado, elogiado, estudado e copiado, está em declínio acentuado, abrindo espaço para manobras salvadoras de pensadores e gestores liberais.

Foi bonita a festa, pá!

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