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Compreendi
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Sindicato Independente dos Médicos

O REI VAI NU...

18 janeiro 2011

Porque não assumi-lo e dizê-lo publicamente ?

As UCSPs dos Centros de Saúde estão desfalcadas de pessoal, sobretudo de pessoal médico. A corrida às aposentações antecipadas está a deixar marcas profundas, avivadas pela mais recente revoada de pedidos de aposentação despoletados pela anunciada redução salarial em 2011. Os responsáveis pela dita Reforma vivem num mundo seráfico e idílico. As condições contratuais em RCTFP, bloqueada que está a negociação de qualquer grelha salarial para horários de 40 horas semanais, são remuneratoriamente pouco atractivas. Os novos especialistas em MGF tentam aterrar nalguma USF com melhores condições de trabalho e quiçá remuneratórias. Outros pedem exoneração da FP. Os cinquentões e cinquentonas que aguentam o barco começam a soçobrar dada a sobrecarga física e psíquica a que são sujeitos.

Os responsáveis locais, pese o seu empenho, não podem obter médicos de família por geração espontânea. Mas não podem também escamotear a realidade: há milhares de utentes sem médico de família e há inúmeras horas do dia em que não há recursos humanos médicos para se poder fazer um atendimento adequado de todas as situações agudas que possam surgir.

Merece pois destaque, e pela positiva, o ineditismo do procedimento adoptado numa unidade de saúde de um ACES da cidade do Porto, cujo Coordenador Médico assume em suporte de papel entregue aos utentes essa falta de recursos humanos e a incapacidade de um atendimento adequado, pedindo a colaboração de outras unidades do Serviço Nacional de Saúde.

Vai ser crucificado por ter a honestidade de mandar uma pedrada no charco do "está tudo bem"? Queremos crer que não.

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