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Sindicato Independente dos Médicos

"Geração à rasca" ganha voz através da Internet

17 fevereiro 2011

O tema "Parva que Sou" , dos Deolinda, foi o mote. Agora, a discussão sobre a precariedade voltou a estar em cima da mesa e a Internet parece ser o rastilho usado pela já apelidada de "geração à rasca".

No Facebook primeiro surgiu a página "Parva de Sou" . Os "amigos virtuais" acumularam-se e os comentários a exigir uma revolta começaram a surgir: "Está na hora do Povo vir para a rua conforme fizeram os da Tunísia, Egito e dos que vão aparecendo agora!!! Nós portugueses é que somos parvos e deixamos isto continuar", escreveu um internauta no mural do grupo. E assim foi: quatro jovens acabaram por lançar um blogue com a ideia de um protesto "apartidário, laico e pacífico".

O projeto foi aplaudido por milhares de pessoas no Facebook e, no próximo dia 12 de março, o "Protesto da Geração à Rasca" deverá descer pela avenida da Liberdade, em Lisboa. Em causa estarão "o direito ao emprego e à educação; a melhoria das condições de trabalho e... o fim da precariedade! O reconhecimento das qualificações, competência e experiência, espelhado em salários e contratos dignos!", lê-se no manifesto deixado no Facebook.

Notícia completa

"Que Parva Que Eu Sou"

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'casinha dos pais',
se já tenho tudo, para quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'vou queixar-me para quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

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