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Sindicato Independente dos Médicos

As agruras de um Médico de Família

23 fevereiro 2011

Os novos especialistas em Medicina Geral e Familiar, elementos imprescindíveis para o equilíbrio do SNS e para a sobrevivência dos saudosos Centros de Saúde, vivem a situação insólita do mau trato e de lhes ser proposto um vencimento menor do que o de outros profissionais de saúde com muito menor diferenciação e, pasme-se, menor do que o vencimento que auferiam enquanto médicos Internos.

A situação arrasta-se e, para muitos, é já tarde demais pois abandonaram, por rescisão contratual, a Função Pública num descalabro intolerável e sem que se vislumbre o assumir de responsabilidades políticas.

Simédicos é, por vezes, um repositório de angústias.

Transformar as angústias em gritos de revolta publicamente assumidos como denúncia é a nossa mais nobre missão enquanto associação sindical.

Aqui fica mais uma denúncia, emotiva, na primeira pessoa e com os erros próprios de quem pisa o teclado com fúria, para nos fazer corar de vergonha e para nos fazer carregar de raiva contra a inércia e a incompetência.

"Primeiro, quanto a MGF perceo o que diz e n´s tb não preferiamos as 42 com exclusividade, preferiamos as 40 horas... mas como se pode fazer isso?? Dando possibilidade as ARS de fazer CITs? E isso será mt dificil?

É que não faz ideia cm estão so recem especisliastas, todos os dias trocamos mails com alguém a passar-se e a dizer que não quer trabalhar mais onde trabalha e que ligou p ARS a perguntar como se faz para desvincular da função publica... e que só falam em fazer greve, fazer barulho...

Estamos a enfrentar dificuldades que nunca imaginámos: utentes exigentes e mal educados que só querem que lhes passemos papéis como eles querem e quando eles querem, em locais sem condições fisicas e sem sistema informático a funcionar dias a fio, a receber ameaças, a ir para longíssimo de casa, a ter ccolegas mais velhos a dizer que assim é que é, que é bem feito e que eles também tiveram de passar pelo mesmo, a tapar buracos em várias extensões de saúde e a não ter um ficheiro para gerir, a fazer trabalho de tarefeiro e não de médico de família, a ter de ouvir o director do CS ou do ACES a dizer que não fazemos mais do que a nossa obrigação em fazer mais de 35 horas sem ser pagos p isso para conseguir fazer tudo... nós que vinhamos preparados, certificados, estudados e motivados para ser médicos de família e que escolhemos isto apesar de saber que no hospital iasmos ser mais bem vistos, bem pagos e bem tratados".

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