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Sindicato Independente dos Médicos

Danos Colaterais

23 junho 2011

Foi publicado pela Direcção Geral de Saúde as Estatísticas referentes ao SNS, ano de 2009, disponível no seu site desde ontem.

Neste trabalho, "Centros de Saúde e Unidades Hospitalares, Recursos e Produção do SNS 2009", constata-se, com enorme crueza, o que dizíamos sobre a reforma dos Cuidados Primários: excelente no conceito, amadora na execução.

De 2008 para 2009, e pela primeira vez desde a criação dos Centros de Saúde, o número total de consultas decresce significativamente - 3.819.018 - e o número de primeiras consultas do ano idem - 1.393.918.

Fica claro, para quem não tenha a veleidade de ousar distorcer números, que a reforma dos Cuidados Primários, com a sua assimetria e iniquidade, afastou do sistema, prematuramente, muitos médicos de família. Muito mais grave é que as Unidades de Saúde Familiares entretanto criadas não trouxeram equilíbrio no acesso dos doentes aos Centros de Saúde. Quase 1.400.000 primeiras consultas a menos num ano é matéria gravíssima e a merecer responsabilização política de quem gere.

Tememos, com a nossa conhecida indignação precoce, que a situação se agrave em 2010. Se a tendência se mantiver constata-se que a reforma dos cuidados de saúde primários, excelente no seu conceito, afastou doentes e médicos dos centros de saúde.

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