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Sindicato Independente dos Médicos

Dez mandamentos eleitorais - ilha com um Governo há 30 anos no poder

17 outubro 2011

1. Quem não vê não ganha.

Se uma mesa eleitoral  só tiver elementos de um partido então tudo é permitido e consensual (5/0).  Coação para que tal aconteça, o que não é difícil em muitas freguesias rurais. Nas mesas com delegados plurais houve uma muito maior alteração do sentido de voto em relação às últimas eleições.

2. Diz-me quem és e digo-te em quem votaste.

Uma pequena marca com a unha, tampa da caneta num sítio determinado ou dobra  discreta no canto do boletim de voto. Depois de descarregar a pessoa nos cadernos eleitorais faz-se indicação a lápis no caderno à frente da linha do eleitor para na contagem encontrar esse boletim e saber o voto. Variando a marca pode-se identificar uns 50 eleitores (pré-determinados) por mesa.

3. Juntos até que a morte os separe.

Eleitores idosos, incultos ou silenciados por circunstâncias varias são convidados "in loco" pelo presidente da mesa para serem acompanhados no voto por pessoas credíveis escolhidas pela junta de freguesia. Atestados de incapacidade como a Lei exige são "modernices" de cubanos.

4. Dar de beber a quem tem sede.

Os eleitores amigos de Baco se votarem em frente da mesa ou então acompanhados, tem "bar aberto" todo o dia na tasca da freguesia.

5. Serviço de transfer para quem quer votar "bem".

Aos bem vistos pelo poder, o serviço de transporte para votar é assegurado e pode incluir um almoço no restaurante. Se o eleitor não for de confiança então o transporte só existe se aceitar o voto acompanhado. Para isso automóveis dos municípios, empresa de electricidade, bombeiros, grémio desportivo e até táxis contratados estão em trabalho empenhado. Para que tudo corra bem um grupo da "J" assegura a coordenação.

6. Antes do Céu o Purgatório.

À porta das mesas de voto os presidentes das juntas de freguesia, presidente do clube de futebol local, empreiteiro (empregador) e outras figuras de relevo vão revezando no apelo ao voto consciente... Quem protesta de tal ilegalidade formal e não quer emigrar para o continente e Açores é melhor pensar 2 vezes.

7. Doble check, doble vote.

Para além dos cadernos eleitorais as mesas podem ter outras listas com os nomes e mais... Sr. António do bar, Sra. Teresinha da mercearia, não vão esquecerem-se de votar e precisar de um carro à porta e um telefonema do presidente da junta. Há que descarregar todos "amigos" antes das 19.00 horas.

8. Se quer mesmo muito votar na oposição então faça-se duas ou três cruzes.

A profusão de canetas que certos membros das mesas tem durante as contagens pode explicar porque a maioria dos votos nulos são da oposição.

9. Diz-se que a forma mais rápida de conquistar o coração de um homem é confortando o estômago.

30 jantares comício para 750 pessoas, 50000 cervejas, 9000 garrafas de vinho, 10000 litros de poncha, quatro pratos (galinha, espetada, espada e porco) e duas sobremesas bem como os Kits "pronto a votar" que inclui um saco laranja com T-shirt, cascol, bandeira, régua, caneta, isqueiro, porta-moedas e livro com as obras dos últimos 35 anos.

10. Se não há oposição então não há problema com as eleições.

Um jornal pertença da igreja mas financiado pelo governo regional e gerido pela "nomenclatura" do poder, denigre quem precisa, exalta quem necessita e a conta de 12.000 euros diários é enviada paradoxalmente para "Cuba". Este Jornal continua isto apesar de ERCS, CNE e Comissão Europeia terem denunciado tal ilegalidade... mas a justiça portuguesa demora, demora...

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