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Sindicato Independente dos Médicos

Palavra de Ministro

16 novembro 2011

Ontem, Paulo Macedo, no Parlamento e no âmbito da discussão da Proposta de Lei do OE 2012, revelou aos senhores deputados que os Hospitais têm 1000 especialistas a mais.

Não sabemos se a seu lado Manuel Teixeira corou de vergonha pois a sua ex Administração, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), deu à estampa recente estudo onde afirmava que os Hospitais do SNS tinham 600 especialistas a menos (e, já agora, mais de 1000 especialistas a menos nos Centros de Saúde).

Parece mentira mas todos podem ter razão, principalmente Paulo Macedo que ainda não explicou a ninguém que SNS quer.

Com efeito, se construir um SNS à semelhança de Guiné Bissau temos 23.500 médicos a mais, dos quais mais de 16.000 nos Hospitais.

Se quiser um SNS versão social democrata nórdica temos muitos médicos a mais nos Hospitais e muitos a menos nos Centros de Saúde.

Se quiser uma coisa tipo França, Alemanha, Itália ou Espanha então voltamos a ter défice de médicos especialistas nos Hospitais.

E, muito pior, se Paulo Macedo quiser um SNS minimalista, assistencialista e misericordioso, então a grande falta são enfermeiras religiosas e bondosas que dedicadamente nos suportem o inevitável infausto.

Dos Impostos para a Saúde Paulo Macedo pode tornar-se um problema para o Governo de coligação. A facilidade e secura com que submete o pilar mais decente da democracia a uma lógica espartana dos recursos financeiros, ufanando-se em ultrapassar largamente o recomendado pelos credores eurocratas, trazem à tona uma insensibilidade social muitíssimo preocupante.

Dos seus actos, da sua caneta e, principalmente, da sua descuidada língua, depende, literalmente, a vida de muitos portugueses.

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