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Sindicato Independente dos Médicos

Jogada altamente perigosa na cidade do Porto

02 dezembro 2011

Criado na cidade do Porto em 2004 com o apoio activo do SIM, o Serviço de Atendimento a Situações Urgentes (SASU), com instalações próprias e especificamente criadas para a função, dotado de radiologia digital, análises bioquímicas básicas, e equipamentos diagnósticos e terapêuticos adequados à resolução da maioria das situações de doença aguda em cuidados primários por equipas de médicos e enfermeiros dos centros de saúde da cidade, vê a sua eficácia em risco.

Primeiro foi o seu horário de funcionamento que foi sendo reduzido por imperativos economicistas. Funcionando inicialmente das 20 às 24 horas nos dias úteis, e das 08 ás 24 horas aos fins de semana e feriados, esta importante "almofada" (localizada geograficamente equidistante do HSJ e do HGSA) para os serviços de urgência hospitalares da cidade e arredores (o número de doentes que aí indevidamente acorre vindos dos concelhos limítrofes é significativo e constante) tem actualmente o seu horário reduzido aos fins de semana das 09 ás 21 horas.

Agora querem reduzir a partir de 01 de Janeiro o número de elementos das equipas médicas escalados aos fins-de-semana e feriados...

Numa altura do ano em que a procura sazonal dos serviços de saúde é habitualmente maior? Numa altura em que as taxas moderadoras dos serviços de urgência duplicará (mas mantendo-se a esmagadora maioria das isenções de taxas moderadoras)? Com centros de saúde desfalcados de médicos por aposentações antecipadas em série? Com a crescente precariedade laboral que obriga os utentes ao recurso a serviços de saúde em horário pós-laboral? Ou seja: quando se pode prever um aumento da procura diminui-se a oferta...

O Sindicato Independente dos Médicos não pode de modo algum apoiar uma medida destas e alerta para a inevitabilidade do aumento da pressão assistencial sobre os médicos em serviço com consequente aumento da probabilidade de erro médico, aqui manifestando a sua preocupação e alertando os responsáveis máximos.

Haverá ainda que recordar que a hora de fecho do serviço deve ser escrupulosamente respeitada, até pelos custos acrescidos em pagamento de trabalho extraordinário que acarretaria...O que acontecerá aos doentes que fizeram o seu registo administrativo de contacto e que não puderam ser atendidos em tempo útil?

 

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