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Sindicato Independente dos Médicos

Frutos muito podres, mas cheios de riqueza e poder

05 fevereiro 2012

Quem pratica uma fraude tem “maior probabilidade de ser bem tratado” do que quem comete “um crime de rua”. “Grande parte da fraude é cometida por pessoas de elevado estatuto social” (crimes de colarinho branco) e “as razões para essa diferença de tratamento são imensas”, sendo “uma consequência de se viver numa sociedade dirigida e organizada pelos ricos e para os ricos”.

“O centro do poder está na riqueza e não nos votos, particularmente quando temos um Estado-mercado, um Estado que se comporta como o mercado e que se subordina a este”, sustenta. O observatório estima que, em 2010, a economia não registada rondou os 32.183 milhões de euros.

Carlos Pimenta acredita que há razões para a opinião pública considerar que os autores das grandes fraudes saem impunes das mesmas. “Em Portugal, a frequência com que uma ‘elite’ atravessa as ‘portas giratórias’ entre o negócio e a política, a frequência com que a hipótese de grandes fraudes -- incluindo a corrupção -- passam sem qualquer investigação ou, pelo menos, sem qualquer consequência, é particularmente grave”, considerou.

O especialista prossegue: “A frequência com que o sistema legal (e não apenas os tribunais) permite que corruptos e defraudadores comprovados continuem a rir-se dos cidadãos honestos, são situações que agravam o sentimento generalizado de que a nossa sociedade tem alguns frutos muito podres, mas cheios de riqueza e poder”.

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