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Sindicato Independente dos Médicos

Bordeleiro tosquiado na Madeira

06 abril 2012

Segundo a comunicação social o Tribunal de Contas (TC) notificou o ortopedista Marcelino Andrade para devolver cerca de 400 mil euros recebidos indevidamente enquanto acumulou, entre 08/07/1998 e 30/10/2009, as funções de médico no Hospital do Funchal com as de presidente da Junta de Freguesia de Santo António, nesta cidade, e na sequência do relatório da auditoria feita pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) ao Serviço de Ortopedia do Hospital Dr. Nélio Mendonça.  Apurou ainda que o ortopedista também auferiu remunerações processadas pela junta de freguesia no montante total ilíquido de 143.169,78 euros, sendo que deste valor 1428 euros “respeitam ao abono do subsídio de insularidade, entre 2002 e 2007, a que os autarcas não tinham direito”.

A IGAS tinha concluído além disso que o ortopedista tinha dado “apenas três” consultas em sete meses e realizado seis cirurgias em 14 meses, mas recebeu 20 mil euros em horas extraordinárias e cerca 3700 euros em prevenções.

"Ou seja, afigura-se que o mesmo não esgota a sua carga horária normal, muito embora a actividade que produz no serviço de Urgência acabe por gerar o pagamento de horas extraordinárias e de prevenção", refere a Inspecção. É aliás o serviço de Urgência "aquele em que este médico verdadeiramente apresenta produtividade", ironiza a IGAS ilustrando a afirmação com o número de atendimentos realizados em 2010 por Marcelino Andrade: 1806.

Além da referida sanção aplicada a Marcelino Andrade, dirigente regional do PSD e durante anos apresentado como médico pessoal de Alberto João Jardim, o TC, no relatório já enviado para o Ministério Público, considerou que pela autorização do destacamento (ilegal) deveria ser exigida responsabilidade financeira sancionatória ao secretário regional dos Assuntos Sociais e Parlamentares, Rui Adriano de Freitas, membro do governo madeirense responsável pela saúde entre 1988 e 2000, e aos responsáveis do Centro Hospitalar do Funchal e Serviço Regional de Saúde, pelo processamento e pagamento indevido das remunerações. O “destacamento” foi mantido nos mandatos subsequentes sem que Conceição Estudante e Jardim Ramos, os sucessores de Rui Adriano na saúde, se tenham pronunciado sobre a situação em apreço

Relembre-se que foi Marcelino Andrade, médico Ortopedista do Hospital Dr. Nélio Mendonça, que em Novembro de 2010 e aceitando o papel de porta-voz do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, SESARAM, em comentário sobre a Greve que decorria no seu Serviço, decidiu epitetar os médicos, seus colegas, de bordeleiros.

Escrevia o SIM na altura que as afirmações do Dr. Marcelino Andrade desonravam o próprio, quem o investiu no papel de porta-voz do SESARAM, os Madeirenses em geral, mas, sobretudo, uma classe Médica que não se podia rever nos dichotes de duvidoso gosto lançados de forma censurável por um dos seus. Afinal havia mais motivos para desonra.

 

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