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Sindicato Independente dos Médicos

Da tímida dízima ao roubo descarado

13 setembro 2012

No início do aperto e de prestar contas aos credores foi-nos imposta a dízima.

Os “ricos” passaram a descontar do seu rendimento de trabalho por conta de outrém entre 3,5 a 10%.

Rapidamente se percebeu que confiscar rendimento ao trabalho, sendo rápido e muito mais fácil do que travar o despautério do novo-riquismo ou estancar o saque por parte de parcerias ou fundações, não chegava.

Partiu assim meia consoada, embrulhada na promessa de dose irrepetível, envolta na necessidade de honrar os compromissos perante credores e de ser bom aluno.

Entram novos actores, enjoados com tanto PEC e sedentos de poder, cheios de ideias e prenhes de promessas eleitorais.

Rapidamente se percebe ao que vêm.

Confirmam os confiscos que tanto criticaram. Ousam mesmo alargá-los aos subsídios de férias e de Natal, esquecendo que o consideravam estúpido enquanto oposição.

Aumentam IMI, IRS, IVA, ISP, taxas e tudo quanto mexe.

Usufruem da complacência presidencial e da lentidão decisória do Tribunal Constitucional para respirar.

Destroem previsões. Erram nas promessas. Mentem descaradamente. Atrasam medidas de equidade sempre prometidas. Mostram uma impreparação comovedora, com o teórico Ministro das Finanças à cabeça. Continuam a esbanjar fortunas em sorvedouros crónicos – assessorias jurídicas, PPP, Fundações, BPN, empresas públicas e municipais.

Ultrapassam o chumbo do TC com um golpe de mágica. Repõem os vencimentos dos meses de Natal e de férias para que o incauto trabalhador aumente os escalões de IRS e rapam o respectivo valor com um singelo aumento de 7% na TSU do trabalhador.

Os ricos e remediados, onde alguns médicos se incluem, passam a ver ser roubados da sua remuneração mensal os seguintes valores: 10% da sua remuneração base por via de uma taxa “excepcional”, 18% de TSU para a CGA ou CNP, 1,5% para a ADSE, de 30 a 46% de IRS, ou seja de 49,5 a 65,5% dos rendimentos de trabalho de forma directa e de 10 a 15% em impostos indirectos.

O contribuinte português, principalmente aquele que de forma honesta e transparente depende exclusivamente do seu trabalho por conta de outrém, só pode estar profundamente revoltado com o momento presente.

O saque passou a roubo descarado.

O trágico é que todos sabemos que não vai chegar.

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