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Sindicato Independente dos Médicos

A Oeste (Leia-se Braga) pouco de novo

17 julho 2013

Na sequência da greve dos médicos Anestesistas do Hospital de Braga em 30 e 31 de Maio, convocada pelo SIM, estes aguardaram que a Administração encetasse de imediato um processo de negociação credível e honesto para a resolução dos problemas do Serviço de Anestesia do Hospital de Braga, processo esse para o qual os representantes locais e regionais do SIM desde logo manifestaram a sua disponibilidade, em defesa dos legítimos interesses dos médicos.

A única atitude palpável e positiva da Administração do Escala Braga foi a nomeação de um novo Director de Serviço, um Assistente Graduado Sénior como dispõe o legalmente estabelecido, e que tem demonstrado capacidade de diálogo com os Colegas e alguma firmeza na oposição a diatribes gestionárias.

E por aqui ficou a Administração do Escala Braga, dando resposta efectiva a apenas um dos Dez dedos da Greve

Face a isto, o SIM, numa disposição sempre dialogante, propôs formalmente em 21 de Junho a realização de encontro negocial para resolução destes litígios laborais. Essa reunião foi objecto de sucessivos adiamentos mas acabou por se realizar em 16 de Julho.

A Administração do Escala Braga parece contudo que ainda não percebeu três coisas decisivas:
1ª Os médicos Anestesistas querem ver resolvidas uma série de disfunções organizacionais e de planeamento com repercussões clínicas, com desrespeito pelas normas laborais e de horários de trabalho e repercussão sobre a actividade formativa dos Médicos Internos;
2ª Os médicos Anestesistas querem que seja posto cobro ao recurso sistemático a médicos “tarefeiros” e empresas, completamente alheios a procedimentos, protocolos e modelos de trabalho do Serviço, pondo em risco os doentes;
3ª Os médicos Anestesistas estão determinados em mudar o actual estado de coisas, com o apoio do Sindicato Independente dos Médicos, só então estando disponíveis para negociar outros assuntos.

Só assim se pode compreender a postura da Escala Braga, manifestada na reunião, de que os problemas hão-de ser resolvidos a seu tempo, mas internamente e sem necessidade de participação do sindicato.

Só assim se pode perceber a postura da Escala Braga ao considerar que o mais importante é o pagamento da produção adicional, em processo sem intervenção sindical.

Infelizmente temos visto o resultado das promessas da Administração, da negação do inegável e evidente. E as consequências.

A menos que os problemas existentes sejam alvo de uma efectiva resolução e a muito curto prazo, tal como se proporá fazer o actual Director de Serviço, receamos que os ânimos aqueçam de novo na anestesia do Hospital de Braga.

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