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Sindicato Independente dos Médicos

SASU do Porto com morte anunciada

17 dezembro 2013

Em Junho de 2004 abriu o SASU do Porto, destinado ao atendimento de situações de doença aguda de crianças e adultos da cidade do Porto, funcionando à semana em horário pós-laboral e aos fins-de-semana e feriados, em instalações modernas e preparadas para o efeito, tecnicamente bem equipadas e dotadas de meios complementares de diagnóstico, confortáveis para profissionais e utentes.

A criação deste serviço, que implicou uma concentração de recursos humanos, teve então o apoio activo do SIM porquanto tal significava uma melhoria das condições técnicas e de segurança de exercício da Medicina, da qual os doentes seriam os grandes beneficiados.

O SASU do Porto, que tem constituído um importante "tampão" para as urgências hospitalares, e que ultimamente era até procurado por utentes de concelhos limítrofes, chega no entanto ao fim a 31 de Dezembro, nos moldes em que foi idealizado e mantido.

Nos últimos dois anos assistira-se já a uma desvalorização do serviço, com o fim da disponibilização da radiologia para poupança de pagamento aos técnicos de radiodiagnóstico, com a redução do horário de atendimento e com a redução quantitativa das equipas  medicas e de enfermagem, a par de um significativo aumento da taxa moderadora. Mas algo faltava ainda para o golpe final ...

E esse algo acabou por ser uma USF que funcionava em instalações arrendadas por cerca de 5.000 €/mês.

Numa medida gestionária, o Sr. Director Executivo do ACeS Porto Ocidental (que vinha fazendo desde 2008 a gestão do espaço do SASU por estar na sua área territorial) entendeu unilateralmente alocar as instalações do SASU para essa USF e pôr a funcionar um atendimento especificamente para os utentes do Porto Ocidental noutro local, cabendo aos responsáveis do ACeS Porto Oriental, assim “escorraçados”, encontrar uma solução para os seus utentes.

O SIM receia que as condições de atendimento de situações agudas em cuidados de saúde primários, fora do horário normal de funcionamento dos centros de saúde, que primavam pela qualidade e segurança, possam vir a ser postas em causa.

E não deixará de estar extremamente atento às soluções encontradas, convicto embora de que o respeito pela legalidade laboral médica será uma certeza.

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