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Sindicato Independente dos Médicos

Situação preocupante na Imagiologia do HFF (Amadora-Sintra)

23 julho 2014

Apesar dos sucessivos alertas a crise instalou-se, pondo em risco os doentes. Toda esta situação já foi denunciada pelo SIM à ACSS e face ao agravar da situação, terá de ser pedida a intervenção do Sr. Ministro da Saúde.

A equipa de Radiologistas aceitou estar de urgência em presença física das 8h às 24h e de prevenção paga das 24h às 8h (que tecnicamente até é um regime de chamada, uma vez que seriam apenas pagas as horas que estivesse dentro do hospital, quando fosse chamado e com controlo biométrico), num acordo de cavalheiros com a Administração. Mas tal trabalho nunca foi pago pelo que os Radiologistas informaram que deixariam de dar a sua colaboração graciosa.

A Directora do Serviço assumiu a responsabilidade de responder às solicitações. Mas foi de férias e ninguém ficou a substitui-la, pelo que a partir do dia 18 de Julho não há médicos especialistas de Radiologia durante a noite, entre as 24h e as 8h, para efectuar ecografias ou relatar exames de TC de corpo urgentes.

Ou seja, entre as 24h e as 8h, os exames de TC cranio-encefálica serão realizados no serviço de Imagiologia pela equipa de técnicos de radiologia em presença física, sendo o exame enviado por teleradiologia para ser relatado por médico de uma empresa prestadora de serviços. Os exames de TC de corpo e as ecografias que sejam necessárias pedir neste período de tempo, implicam o envio dos doentes por ambulância durante a noite para uma instituição privada, o Hospital da Luz, a fim de realizarem os exames, sendo de seguida devolvidos ao Hospital Amadora-Sintra.

Mas tal solução, subscrita pelo Director Clinico, é impensável para doentes internados, nomeadamente nas 4 unidades de cuidados intensivos que um hospital como o Hospital Amadora-Sintra dispõe, fruto da sua base populacional de 650 mil habitantes. Se o problema destes doentes tem sido até ao momento, serem estabilizados o suficiente para permitir a sua deslocação para a sala de TC dentro do hospital, a grande maioria não estará em condições para serem deslocados para outro hospital, logo, terão que esperar pela manhã seguinte.

Tudo isto ao que parece agravado pelas constantes dificuldades que a gestão coloca na obtenção do material mínimo para a realização dos procedimentos, e pela falta de resposta à desadequação e insuficiência de equipamentos. Frequentemente o Hospital Amadora-Sintra envia para o exterior termos de responsabilidade de exames e procedimentos terapêuticos de intervenção que podiam ser feitos na instituição, e com frequência para o sector privado, como é o caso dos acessos vasculares de hemodiálise ou angioplastias na doença arterial.

Ou seja: o hospital prefere pagar o transporte e a realização de exames numa instituição de saúde privada, quando tem disponível o equipamento e uma equipa de técnicos de radiologia de presença física no serviço durante as horas em questão, do que pagar as horas que um radiologista estaria dentro do serviço (durante a madrugada e com controlo biométrico, sem contabilizar tempo de deslocação ou risco da mesma).

Ou seja: o hospital prefere recrutar e pagar a empresas prestadoras de serviços do que celebrar contratos de trabalho estáveis com especialistas altamente diferenciados que já lá trabalham.

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