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Sindicato Independente dos Médicos

Ébola: Não podemos aceitar que “Seja o que Deus quiser”

07 outubro 2014

A este propósito e na sequência das notícias sobre o contágio que está a ocorrer em Espanha e das denúncias de que o Hospital Carlos III já não estaria preparado para receber doentes contaminados por terem sido desactivados equipamentos e recursos humanos por motivos económicos, o desabafo de um médico português:

No meu Hospital a "formação" foi uma circular a listar o material a vestir e usar em casos suspeitos.

O nosso banco recebe diariamente doentes oriundos de África, e é o caos completo - mais de 80 doentes em macas num SO concebido para menos de 30.

Já tivemos um caso "suspeito" no verão  - um português que veio da capital da Libéria. Vinha sem queixas, mas espontaneamente ao chegar à Portela disse que vinha da Libéria, etc. Ninguém lhe ligou.

Espontaneamente decidiu ficar isolado da família 3 semanas, e entretanto teve um enfarte!

Veio ao nosso SU, disse que tinha estado na Libéria, foi contactado o serviço competente do MS, disseram que não era preciso cuidados especiais. Lá fez a angioplastia e foi para os Cuidados Intensivos.

48 horas depois veio a informação que afinal devia estar em isolamento (!).

Lá ficou, a achar - e bem - que éramos todos malucos... Nunca teve febre e a análise veio negativa. 

"Seja o que Deus quiser"

O Sindicato Independente dos Médicos quer confiar que as instituições de saúde e os seus responsáveis saberão estar preparados e criar as condições indispensáveis para que, em caso de epidemia, os médicos portugueses e outros profissionais de Saúde possam cuidar dos doentes sem riscos e de modo eficaz.

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