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Sindicato Independente dos Médicos

Hospital Amadora Sintra e a falácia das Urgências

29 dezembro 2014

Pelos piores motivos, o funcionamento (deficiente) do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) é assunto frequente na Comunicação Social.

A última é a de que não há recursos humanos médicos para assegurar as urgências, e sobretudo as das épocas festivas em que os problemas de saúde são agudizados pelos problemas sociais de populações carentes e envelhecidas.

Em grandes parangonas é inclusive anunciado que o governo autoriza a contratação excepcional de médicos tarefeiros a empresas prestadoras de serviços por uma tabela definida em legislação própria. Que estes médicos rejeitam face aos valores hora oferecidos.

Pouco depois, e dada a falta de interessados, logo se anuncia que dado a excepcionalidade da medida, esses valores até poderão ser superiores à tabela oficial (algo que se consta não ser tão excepcional assim…).

Portadores da carta a Garcia já falam em que essa falta de médicos se deve ao direito que estes têm de não fazer urgências nocturnas depois dos 50 anos e totais depois dos 55 anos. Quem tal questiona apenas demonstra ignorância pela penosidade e risco que significa trabalhar em serviços de urgência, agora ainda mais dados os cortes impostos à composição quantitativa e qualitativa das equipas. É uma completa falácia!

Será que quem decide não vê que a solução correcta é a abertura de concursos públicos para essas especialidades carenciadas, o que permitiria a fixação e a programação dos recursos humanos médicos, e médicos esses cuja idade lhes permite trabalhar em serviços de urgência sem constrangimentos legais e com mais resistência à penosidade das tarefas?

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