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Sindicato Independente dos Médicos

Sol: Sindicato quer que doenças crónicas pesem no tamanho das listas de utentes

24 agosto 2017
Sol: Sindicato quer que doenças crónicas pesem no tamanho das listas de utentes
Um jovem saudável vai ao centro de saúde uma vez por ano. Um jovem com diabetes, hipertensão ou depressão recorre a quatro a seis consultas. Nos idosos, a existência destas doenças crónicas, das mais prevalentes na população, também se reflete num maior uso dos cuidados. Entre os 80 e os 89 anos, um idoso sem nenhum destes diagnósticos usa em média três consultas por ano, enquanto alguém que tenha as três doenças recorre, em média, a 7,6 consultas.

A análise surge num novo estudo do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) com o apoio da Universidade do Porto, trabalho que foi entregue ontem ao Ministério da Saúde.

Nas últimas semanas, os sindicatos têm-se batido para que a tutela reduza as listas de utentes dos médicos de família, que em 2013 passaram de 1500 para 1900 pessoas. Agora, o SIM defende que se deve ir mais longe e afinar o processo de formação das listas com um modelo de "ponderação” dos utentes mais ajustado às necessidades. Atualmente, já é tida em conta a idade dos utentes, mas o estudo sugere que ter uma ou mais doenças crónicas faz diferença.

A nova forma de cálculo é proposta no estudo conhecido ontem. Hoje, o sistema de unidades ponderadas determina que 1900 utentes equivalem a 2358 unidades. Utentes dos 0 aos 6 anos valem 1,5 unidades; dos 7 aos 64, valem uma; dos 65 aos 74, valem 2, e com idade igual ou superior a 75 anos valem 2,5. A nova análise, que teve por base o uso de consultas em 2016 por 85 mil utentes, sugere um maior escalonamento e seria para aplicar num cenário em que os médicos tivessem listas até 1500 utentes, defende o SIM. Em última instância, os idosos com diabetes, hipertensão e depressão, e que chegam a usar perto de oito consultas, devem ter, por exemplo, um peso quatro vezes maior na lista dos médicos do que os jovens saudáveis.

Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM, sublinhou ao i que estes cálculos ditariam maior acessibilidade ao médico, pois traduziriam de forma mais realista o tempo disponível por parte dos clínicos, que poderiam assim acompanhar melhor os seus doentes a seu cargo.

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