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Sindicato Independente dos Médicos

Observador: Secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos: “Já demos dois anos ao Governo. Não estamos a pedir a lua”

10 outubro 2017
Observador: Secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos: “Já demos dois anos ao Governo. Não estamos a pedir a lua”
Os médicos iniciam, esta quarta-feira, o primeiro dia de greve. Em entrevista, o sindicalista Jorge Roque da Cunha explica o que move os médicos e afirma que só quer "chegar a acordo".

Reduzir o número de horas em contexto de urgência hospitalar, emagrecer a lista de utentes por médicos de família e reverter na totalidade o corte das horas incómodas. Estas são as principais razões que movem os médicos para mais uma greve, depois da última, em maio deste ano.

Tanto a primeira como a segunda reivindicação foram aceites, em 2012, pelos dois sindicatos que agora exigem a sua reversão — Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e Federação Nacional dos Médicos (FNAM). Em entrevista ao Observador, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, explica que essa inversão de marcha já devia ter ocorrido há dois anos e que os médicos estão cansados de "belas palavras”. Sublinha ainda que os médicos estão dispostos a aceitar uma reversão das medidas dilatada no tempo.

A greve é sempre o último instrumento, sublinha o sindicalista, que insiste que os sindicatos só querem "chegar a acordo”. "Mas nesse acordo tem de haver seriedade.”

Os médicos vão estar em greve esta quarta-feira, dia 8, no Norte, na próxima quarta-feira, dia 18, no Centro, no dia 25 de outubro na região e para 8 de novembro está agendada a greve geral.

Porque é que os médicos decidiram avançar com esta greve ?
O mesmo conjunto das circunstâncias que nos levou a fazer greve em maio. Quando os sindicatos pretendem fazer com que o pagamento das horas incómodas seja feito a 100%; quando acham que tem de haver uma diminuição do número de horas de urgência num horário de trabalho de 40 horas semanais, de forma a libertar mais horas para a atividade programada [consultas e cirurgias]; quando acham que 1.900 utentes por médico é incompatível com um atendimento adequado e pedem redução para 1.550, estão simplesmente a fazer com que a situação que se vivia antes da troika passe a ser uma realidade. Ainda por cima com a circunstância de permitirmos que esse conjunto de questões sejam implementadas durante um período alargado de tempo — que pode até ultrapassar a legislatura — nomeadamente a diminuição do número de utentes por médico de família. Isto porque temos perfeita consciência que o Governo prometeu a cobertura total de utentes com médico de família e nós somos a favor desse desiderato. Não podemos é aceitar que o Ministério da Saúde faça tudo o que tem ao seu alcance para que os médicos saiam mais cedo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que não se preocupe com as reformas antecipadas, que não se preocupe com os concursos a tempo e horas. Essa inação tem permitido a fragilidade do SNS. E nem estamos ainda a falar de questões salariais, mas de questões que têm que ver com a sustentação do SNS, que são os próprios concursos.

Continuar a ler em Observador.


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