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Sindicato Independente dos Médicos

JN: Médicos aliciados com mil euros para recomendar colegas

13 novembro 2017
Hospital Garcia de Orta
Jornal de Notícias, 13 nov 2017, Inês Schreck

Uma empresa de recrutamento de profissionais de saúde está a oferecer mil euros a quem indicar um médico ortopedista que venha a assinar contrato de trabalho com o Hospital Garcia de Orta, em Almada. A Ordem dos Médicos está a investigar o caso que levanta "muitas dúvidas” ao bastonário. O hospital visado garante ser alheio à proposta de gratificação da empresa.

Nos últimos dias, chegou à caixa de correio de vários médicos um email, no mínimo, estranho. Com o assunto "Recomende-nos um ortopedista e ganhe mil euros”, a empresa Insidepurple anuncia que está a recrutar um assistente de Ortopedia para assinar contrato direto com o Hospital Garcia de Orta (HGO). "Caso conheça alguém com interesse e que cumpra os requisitos, peço que nos indique o contacto. Caso o seu colega assine contrato com o hospital, pagamos-lhe a si, que nos recomendou o profissional, o valor de 1000€ como forma de recompensa”, lê-se no texto do email, a que o JN teve acesso.

O caso levanta muitas dúvidas à Ordem dos Médicos. O bastonário Miguel Guimarães afirmou, ao JN, que vai apurar o que está a acontecer porque "não é normal”. "Quem está a tomar a iniciativa de pagar? É a empresa ou o hospital? Há aqui favores?”, questiona.

Críticas às contratações diretas

O email foi divulgado por uma médica que, indignada com o conteúdo da mensagem, decidiu reencaminhá-lo para vários destinatários, incluindo sindicatos, Ordem dos Médicos e o ministro da Saúde. A especialista critica não só a recompensa a quem recomendar um colega, como as contratações diretas dos hospitais sem abertura de qualquer concurso público.

Estas contratações têm sido criticadas pelos sindicatos e pela Ordem que garantem que estão usadas como regra e não como exceção. O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, lamenta que o Ministério da Saúde se dê ao luxo de privilegiar estas contratações em detrimento dos concursos públicos, como manda a lei, com "a agravante de permitir que se desbarate dinheiro dos contribuintes em prémios para empresas prestadoras de serviços”.

Ler mais em JN.

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