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Sindicato Independente dos Médicos

Reunião do SIM, FNAM e OM no Hospital Distrital de Santarém

27 dezembro 2017
Reunião do SIM, FNAM e OM no Hospital Distrital de Santarém
Decorreu no dia 20 de dezembro de 2017 uma reunião conjunta dos sindicatos médicos e da Ordem dos Médicos no Hospital Distrital de Santarém, com a presença de Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, Secretário-Geral do Sindicato Independente dos Médicos, Carlos Noronha, membro do Secretariado Regional de Lisboa e Vale do Tejo do SIM, e Marta Antunes, dirigente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul.

Foi realçada a grave carência de médicos que tem vindo a limitar a atividade e a qualidade dos cuidados médicos, sendo as empresas prestadoras serviços médicos responsáveis por cerca de 50% da atividade médica, com todos os problemas daí decorrentes.

São inúmeras as disfunções neste hospital. A falta de tempos operatórios e recursos humanos tem levado a que, por exemplo, no Serviço de Ortopedia os doentes aguardem internados semanas por cirurgias, ultrapassando os tempos de espera clinicamente aceitáveis.

A falta de Anestesiologistas é gritante. O serviço tem apenas 11 dos 20 elementos que a ACSS reconhece serem os desejáveis. Este défice condiciona ainda mais a atividade cirúrgica bem como a atividade desta especialidade fora do bloco operatório, de que são exemplo as sedações para exames de Gastrenterologia.

O Serviço de Oncologia sobrevive com o trabalho de apenas uma médica.

O depauperado Serviço de Cardiologia vê-se na eminência de não conseguir continuar a prestar os serviços programados e urgentes que o tornaram uma referência.

É avassaladora a escassez de médicos Internistas para fazerem face ao enorme volume de trabalho. Onde estão os 46 Internistas que a ACSS refere serem os desejáveis para darem assistência a esta população?

A falta de recursos humanos é de tal ordem que tem sido exigida aos médicos do Hospital Distrital de Santarém que, sobretudo no Serviço de Urgência, façam uso do dom da ubiquidade, que não faz parte da condição do ser humano. De facto, os médicos são pessoas e o burnout é real.

O Presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos advertiu o Conselho de Administração do Hospital de Santarém e o Governo para a necessidade de serem resolvidos os problemas que afetam gravemente esta unidade hospitalar.

A situação tem-se agravado em consequência do encerramento de parte do bloco operatório em 2014, sendo que só em maio deste ano se iniciaram as obras necessárias que não parecem ter fim à vista.

Este ano a situação agravou-se ainda mais pelo facto de o Ministério da Saúde não ter contratado os 500 médicos que concluíram a especialidade em 2017.

O SIM apela ao Ministério da Saúde para que não abandone o Hospital Distrital de Santarém e lembra que os habitantes de Santarém pagam os seus impostos e têm direito a acesso ao Serviço nacional de Saúde.

Lisboa, 27 de dezembro de 2017
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