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Sindicato Independente dos Médicos

Expresso: Chefes de urgência de Obstetrícia do Amadora-Sintra confirmam demissão

15 agosto 2018
Expresso: Chefes de urgência de Obstetrícia do Amadora-Sintra confirmam demissão
Expresso/Lusa, 15 agosto 2018

Os chefes de equipa do serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia do hospital Amadora-Sintra concretizaram os pedidos de demissão que tinham apresentado, já que a administração não contratou especialistas, como exigiam, revelou esta quarta-feira fonte sindical.

"Uma vez que o Conselho de Administração e o Governo não responderam a qualquer das questões que os médicos colocaram - nomeadamente a contratação de especialistas para o serviço e a reorganização do serviço de urgência - e por considerarmos que a contratação de empresas de prestação de serviços pode mitigar o problema pontualmente, mas não tem nenhuma [consequência] estrutural, não há nenhuma razão para que os médicos não mantenham a demissão", disse à agência Lusa o Secretário-Geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Devido à falta de médicos, há uma "situação de contingência” no serviço de urgência de obstetrícia: "A nada ser feito, irá naturalmente fechar a médio prazo, porque, se neste momento os médicos com 55 anos decidissem deixar de fazer noites e com 50 anos deixassem de fazer urgências, não havia ninguém para fazer o serviço de urgência no hospital Amadora-Sintra", descreveu Roque da Cunha.

Segundo o responsável do SIM, o Ministério da Saúde e o conselho de administração do hospital, "tal como em outras matérias, não fizeram nada para que o problema fosse resolvido".

O presidente do SIM disse ainda que os responsáveis políticos sabem que os médicos, enquanto não forem substituídos, "patrioticamente têm de manter-se nos seus lugares, e estão a contar com isso, mas esquecem-se de que a situação, caso exista algum problema, será responsabilidade do conselho de administração".

Outro problema apontado pelo sindicato é a incapacidade de fixar médicos: "Não só não contratam, como nos dois últimos anos saíram cerca de uma dezena de médicos".

A médica Teresa Matos, uma das chefes da equipa de ginecologia e obstetrícia do hospital, revelou na semana passada, durante uma visita do bastonário da Ordem dos Médicos, que em todas as situações o serviço esteve a funcionar com equipas abaixo do mínimo e várias grávidas tiveram de ser transferidas para outros hospitais.

Notícia completa em Expresso.
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