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Sindicato Independente dos Médicos

Comunicado: Médicos internos não são carne para canhão

13 março 2019
Comunicado: Médicos internos não são carne para canhão
A entrevista da Ministra da Saúde do passado dia 4 de março à TVI veio, mais uma vez, reforçar uma eventual proposta ministerial para a obrigatoriedade de permanência dos Médicos no SNS após a conclusão do internato. Dadas as repetidas declarações nesse sentido, vem a Comissão Nacional de Médicos Internos do Sindicato Independente dos Médicos (SIM-Internos) manifestar publicamente que:

1. À semelhança do ocorrido em setembro de 2017, com o anterior Ministro da Saúde, nunca este tipo de medidas foi discutido com os Sindicatos Médicos. Considerando-se esta uma proposta séria, é em reuniões da mesa negocial com o Ministério que matérias desta índole devem ser discutidas, com propostas concretas, como, aliás, tem sido a postura dos sindicatos. É condenável a forma populista como este assunto tem sido debatido na comunicação social.

2. Desmentindo a Sra. Ministra, as vagas para formação específica estão no limite! Com os sucessivos atrasos nos concursos de progressão na carreira, deixa de existir nos serviços capacidade formativa suficiente para acolher o número crescente de médicos internos – mais de 9.000 neste momento.

3. É desejo dos jovens Médicos permanecer a trabalhar no nosso SNS. Mas para que tal possa acontecer, é fulcral criar condições para que estes possam permanecer. Desde logo, com abertura atempada de concursos e com a abertura de vagas que correspondam às efetivas necessidades da população, aliadas a adequadas condições de trabalho.

4. Mais uma vez, um Ministério que se diz defensor do nosso SNS, vem fazer propostas (como a obrigatoriedade de permanência) que não resolverão qualquer um dos seus verdadeiros problemas, podendo inclusivamente levar a uma ainda maior fuga de profissionais altamente qualificados para fora do país, agravando as carências sentidas.

5. A Sra. Ministra da Saúde veio ainda prestar declarações no passado dia 11 de março em que "desafia” os Médicos a permanecerem no SNS e a "trabalharem para os utentes”. Não estaremos já a fazer isso desde que iniciamos a formação especializada Sra. Ministra?

6. Parece querer empurrar os médicos para formas de luta extremas. Afinal o que aconteceria se os médicos internos, que correspondem a um terço dos médicos do nosso SNS, suspendessem funções em contexto de greve?

O SIM-Internos continua a mostrar disponibilidade para encontrar medidas verdadeiramente úteis e eficazes à fixação de médicos no nosso SNS. Assim vê-se na obrigação de se opor de forma veemente a medidas punitivas e restritivas e não negociadas deste tipo.

Apela por isso a que o Secretariado Nacional avalie todas as formas de luta no sentido de preservar a dignidade afetada pela desconsideração revelados mais uma vez pela Sra. Ministra de Saúde.
A postura do Ministério tem repercussão em todos os profissionais com um aumento da sua insatisfação.

Os médicos continuam ao lado do nosso SNS. Mas é a reiterada adoção deste tipo de atitudes por parte do governo que nos leva a sugerir um endurecer a postura perante a clara inexistência de medidas que melhorem as condições de trabalho dos médicos do SNS.

12 de março de 2019

A Comissão Nacional de Médicos Internos do Sindicato Independente dos Médicos (SIM-Internos)

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