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Sindicato Independente dos Médicos

JN: “Temos um Governo insensível e pouco preocupado com o SNS”

16 abril 2019
JN: “Temos um Governo insensível e pouco preocupado com o SNS”
Jornal de Notícias, 16 abril 2019, Inês Schreck, ines@jn.pt

A relação com o Ministério da Saúde está a azedar. Os médicos estão insatisfeitos com a falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde, com a falta de resposta às reivindicações. O Fórum Médico reúne-se amanhã para preparar formas de luta. O Secretário-Geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, desvenda um dos protestos em cima da mesa: uma greve por serviços.

Pediram uma reunião do Fórum Médico. Sinal de que a paciência dos médicos está a esgotar-se?

A verdade é que passados três anos e meio de Governo, com um segundo ministro [da Saúde], a nossa paciência está a esgotar-se. A análise que fazemos é que o SNS é o irritante do dr. António Costa. Nunca houve tão pouco investimento na saúde, nunca houve tanta dívida na saúde como agora, segundo dados oficiais do Tribunal de Contas. E nunca houve tão longas e demoradas listas de espera e tanta insatisfação. Nas nossas formas de luta, tentaremos causar o menor dano possível ao doente, a greve é o último recurso.

Sentem que pouco ou nada avançaram?

Há um conjunto de matérias em que não temos resposta. Estou a falar da questão salarial – os médicos perderam 23% do poder de compra nos últimos dez anos –, da redução do horário de trabalho na urgência de 18 horas para 12 horas semanais, da falta de médicos nos quadros do INEM, do ato médico que está por legislar, dos tempos mínimos de consulta por regular.

Mas se diminuírem as horas dos médicos nas urgências, como asseguram as escalas?

A ministra gasta 100 milhões de euros por ano em prestações de serviços, quando gastaria muito menos se essas horas passassem a ser feitas em horário extraordinário pelos médicos dos hospitais. O Estado pouparia no que paga às empresas e nos cheques-cirurgias. Os chamados SIGIC nunca foram tão volumosos como agora. Houve desinvestimento no público e mais investimento no privado.

O Governo diz que nunca houve tanto investimento no SNS...

Então recomendamos que leiam os relatórios do Tribunal de Contas e que vão, por exemplo, ao Hospital Garcia de Orta, onde há dias em que o serviço de pediatria não tem médicos para assegurar a urgência. Ou então ao Amadora-Sintra, onde não há anestesistas ou obstetras que garantam os mínimos da segurança clínica. Ou ao Hospital de Leiria, onde há dias em que as escalas dos serviços de medicina interna não existem.

O que tencionam fazer?

Se nada se resolver, prevemos, dentro de 15 dias, avançar com uma greve em determinados serviços. Vamos começar no Amadora-Sintra, onde vamos ter mais médicos de anestesia em serviços mínimos do que os que estão hoje em serviços máximos. Isto vai afetar a atividade programada, mas a bem da segurança dos utentes e dos médicos terá de ocorrer.

Entrevista completa em Jornal de Notícias.

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