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Sindicato Independente dos Médicos

Comunicado: 2º dia de greve dos Anestesistas no Hospital Amadora-Sintra

21 maio 2019
Comunicado: 2º dia de greve dos Anestesistas no Hospital Amadora-Sintra
2º Dia de Greve dos Anestesistas do Hospital Amadora-Sintra
Apelo à Sra. Presidente de Câmara da Amadora e ao Sr. Presidente da Câmara de Sintra


O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) recorda aos utentes do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) que está a decorrer um período de greve no Serviço de Anestesiologia até às 20:00 horas do dia 24 de maio de 2019.

Adesão dia 21-05-2019: Tal como ocorreu ontem a totalidade dos médicos aderiram à greve, excetuando a diretora do serviço, sem salas destinadas. Realça-se a coragem e determinação dos médicos Anestesiologistas que não se deixaram condicionar.

Solidariedade: O SIM agradece a solidariedade expressa pela generalidade dos médicos do Hospital Amadora Sintra que compreendem e apoiam as razões e o combate estabelecido.

Lamento: A insensibilidade do Conselho de Administração e do Governo que o nomeou incapazes de encontrar soluções para as graves carências.

Pedido de compreensão: Aos habitantes dos concelhos de Amadora e de Sintra que além do enorme número de utentes sem médico de família assistem ao progressivo enfraquecimento de um importantíssimo Hospital. Esta luta é para garantir a segurança clínica na urgência e para exigir a contratação de mais médicos melhorando a qualidade dos cuidados de saúde.

O SIM nunca desejou esta greve e tudo fez para a evitar.

Apelo: Aos Srs. Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal dos concelhos da Amadora e de Sintra para que possam ajudar a encontrar uma solução e a consciencializar o Governo e o Conselho de Administração que os seus habitantes não são menos que os outros.

Recordamos as razões:

1. Dotação da equipa de urgência com 4 elementos, todos especialistas, de molde a garantir que a atividade médica tenha lugar com a necessária segurança clínica, nas áreas de Bloco Operatório, Bloco de Partos, Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos, Reanimação Intra-Hospitalar e atividade fora do Bloco Operatório, nomeadamente Unidade de Técnicas de Gastroenterologia, Unidade de Técnicas de Pneumologia, Salas de TAC e RMN e Laboratório de Hemodinâmica;

2. Contratação de mais especialistas, de forma a cumprir escrupulosamente as recomendações da Ordem dos Médicos e do Colégio da Especialidade de Anestesiologia quanto aos números mínimos indispensáveis para assegurar a atuação médica referida no ponto anterior;

3. Elaboração de um plano de resposta nas situações em que ocorra uma procura interna e ou externa não acomodável dentro da disponibilidade da equipa de urgência constituída nos moldes a que alude o ponto 1;

3.1. sendo de máxima importância que este plano obtenha o prévio parecer favorável do serviço de Anestesiologia, que

3.2. acautele, entre outras situações, o encerramento da urgência externa (geral e obstétrica) e a organização de uma equipa/escala de reanimação intrahospitalar, de forma a não existirem sobreposição dos postos de trabalho referidos no ponto 1,

3.3. preveja que é da responsabilidade da Direção Clínica do hospital divulgar e alertar os demais serviços hospitalares envolvidos e as entidades externas responsáveis da existência de importantes restrições na capacidade de acolhimento e de assistência por parte das equipas de Anestesiologia, e que

3.4. expresse inequivocamente tratar-se de uma determinação formal da Direção Clínica e ou da Administração hospitalar, motivada pela presença de condições excecionais, as quais obrigam os trabalhadores médicos da área de exercício profissional da Anestesiologia a trabalhar sem efetivas garantias de segurança para os próprios profissionais e para os seus doentes;

4. Elaboração de escalas que não contemplem a presença de médicos a frequentar o Internato Médico, havidos como equiparados a especialista, para efeito da composição da equipa de urgência, referida no ponto 1;

5. Formulação dos horários de trabalho com carácter de estabilidade e equidade, precedidos da auscultação de cada interessado por parte Direção de Serviço e depois aprovados pela Direção Clínica.

O SIM reafirma o apelo para que o CA e o Governo desenvolvam medidas que ultrapassem estes problemas.

Lisboa, 21 de maio de 2019

O Secretário-Geral do SIM
Jorge Roque da Cunha
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