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Sindicato Independente dos Médicos

DN: Emigração de médicos triplica nos primeiros seis meses deste ano

01 setembro 2019
DN: Emigração de médicos triplica nos primeiros seis meses deste ano
Diário de Notícias, 31 agosto 2019, Ana Mafalda Inácio

De Luísa Gonçalves a Luísa Pereira vão 32 anos de distância, muitas diferenças marcadas por duas gerações, mas não há distância no mesmo gosto pela medicina, no mesmo sentir desde crianças de que era médicas que queriam ser. Entre Luísa e Luísa há a distância de uma ter trabalhado 25 anos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), ali ter feito a sua formação, curso e especialidade de anestesia, de ter chegado a médica graduada e a diretora interina de um serviço e de ter de deixar tudo para trás, e de outra nem sequer ter colocado a hipótese de ficar em Portugal para fazer especialidade ou sequer saber o que é trabalhar no SNS.

Os pedidos de certificados para exercer no estrangeiro voltaram a disparar em 2018 e 2019. Neste ano, os presidentes das secções regionais do norte, do centro e do sul assinaram até agora 386 certificados, o triplo de 2018, quando passaram 130 sensivelmente no mesmo período. Uma tendência, acreditam, que continuará, com histórias idênticas às de Luísa e Luísa.

[Luísa Gonçalves] à distância, diz que vai acompanhando a degradação cada vez maior das condições dos médicos em Portugal. "O que custa. Sou de uma família de médicos. O meu irmão também é, a minha cunhada também e já tenho um sobrinho que também escolheu Medicina, mas já saiu do país."

Carlos Cortes, presidente da secção do centro, diz que esta realidade não o surpreende, mas preocupa-o, reforçando que estes números devem servir como alerta para o ministério e para o governo. "Refletem o desânimo e a desmotivação dos jovens médicos que nem sequer colocam a hipótese de fazer a sua formação pós-graduada no SNS ou trabalhar em Portugal." Sublinhando: "Há um dado novo que deve constituir um alerta para as autoridades. Antes, qualquer médico que se formava em Portugal queria trabalhar no SNS, hoje não é assim. Os que cá ficam, mesmo antes de fazerem o exame da especialidade já dizem que não querem ficar no SNS."

O presidente da secção norte, António Araújo, aponta os "salários miserabilistas e a falta de saídas e de projetos profissionais como as principais razões que levam os médicos a procurar o estrangeiro".

Artigo completo em Diário de Notícias.

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