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Sindicato Independente dos Médicos

Nem Santa Bárbara poderá valer...

04 janeiro 2020
Nem Santa Bárbara poderá valer...
A comunicação social noticia o caos nos serviços de urgência da Grande Lisboa... ambulâncias à espera... urgência geral do Hospital Fernando da Fonseca não aceita mais doentes... espera média de 8 horas no Hospital de São José... varias urgências pediátricas encerradas... Litoral Alentejano, Torres Vedras...

E os relatos que nos chegam dos delegados sindicais e dos associados dos Sindicatos Médicos, e de igual modo à Ordem dos Médicos, é de que de uma maneira generalizada as escalas médicas estão abaixo dos mínimos exigidos e recomendados tecnicamente, aumentando o risco de negligência e erro médico.

A Ordem dos Médicos já alertou os Diretores Clínicos para a responsabilidade que lhes pode ser assacada pelo pactuar com a insuficiência qualitativa e quantitativa das equipas médicas dos serviços de urgência.

Perante a seráfica passividade da Srª Ministra da Saúde e do Senhor Primeiro-Ministro, com a benzedura aparente e o silêncio anómalo do Sr. Presidente da República, sucedem-de os casos de agressão a médicos.
A isto os responsáveis locais têm o desplante de referir publicamente que "quem trabalha corre riscos" (pasme-se que nunca um médico terá pensado que exercer medicina tinha inerente o risco de ser agredido) ou que a agressão foi "apenas" verbal.

Os médicos do SNS respeitam a esmagadora maioria dos seus doentes, utentes do SNS, que reconhecem a sua dedicação e esforço 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Até por isso, o SIM recomenda aos seus associados que procedam do seguinte modo:
  • que nas situações referidas de escassez de recursos humanos médicos deem entrada, sistematicamente, às minutas de escusa de responsabilidade que lhes têm sido disponibilizadas;
  • que não pactuem com a pressão em esvaziarem as salas de espera à custa de ligeireza de observação e ultrapassagem da boa prática médica e das leges artis;
  • que caso preencham as condições legais declarem a sua escusa de trabalharem em serviços de urgência e/ou atendimento a situações agudas em que não existam condições de segurança;
  • e que em última instância, e caso vejam a sua segurança pessoal em risco, peçam a intervenção da PSP/GNR  e tentem abandonar o local de trabalho independentemente da sua tipologia e natureza.
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