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Sindicato Independente dos Médicos

Visão: O caso do lar com dezenas de infetados e 17 mortos. Uma história ainda sem respostas

20 julho 2020
Visão: O caso do lar com dezenas de infetados e 17 mortos. Uma história ainda sem respostas
Visão, 19 julho 2020, Mariana Almeida Nogueira

A situação com que nos deparamos revelava uma série de medidas tomadas em cima do joelho. Era tudo muito atabalhoado, havia 60 pessoas infetadas no primeiro andar do lar, com quase 40 graus lá fora e condições de climatização muito más.  Os circuitos de circulação foram implementados pelo pneumologista das forças armadas, faltava medicação que os doentes necessitavam e, caso fosse necessário dar medicação injetável, tínhamos de transferir imediatamente os pacientes para o hospital, porque no lar não havia condições para dar esse tipo de assistência. Mais do que cuidados médicos, faltavam cuidados básicos, como pessoas para dar a medicação aos doentes, porque muitos empregados estavam de baixa ou tinham ido para casa infetados”.

O relato é de um médico que prefere não ser identificado e encontra ecos nas várias denúncias que se têm acumulado na Ordem dos Médicos, na Ordem dos Enfermeiros e no Sindicato Independente dos Médicos (SIM), relativamente à situação vivida no Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), em Reguengos de Monsaraz. Com o primeiro caso de Covid-19 registado a 18 de junho, o lar deu origem àquele que viria a ser o maior surto da doença provocada pelo novo coronavírus no Alentejo, registando, até hoje, 162 casos positivos, dos quais 124 ainda ativos e 17 mortes.

"Os médicos que foram destacados para ir para o lar, nos primeiros 15 dias, começaram a assistir a situações que não eram favoráveis a bons desenlaces clínicos, reportando-as à Ordem dos Médicos e às autoridades, dizendo que aquilo tinha de ser organizado de outra maneira”, conta Alexandre Lourenço, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos. O médico explica que neste momento, está em campo uma comissão de inquérito da Ordem, com o objetivo de "perceber se os processos clínicos estavam bem organizados, os médicos tinham meios à sua disposição para tratar os doentes ou se lhes foi imposto tratar doentes para os quais não tinham competência”.

Artigo completo em Visão.
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