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Sindicato Independente dos Médicos

Quem tem medo da OM e do SIM? Quais são os escribas de serviço e a troco de quê?

20 agosto 2020
Quem tem medo da OM e do SIM? Quais são os escribas de serviço e a troco de quê?
Ordem dos Médicos (OM) e Sindicato Independente dos Médicos (SIM) foram os primeiros a reagir, denunciando a grave situação em que foram encontrados os utentes do Lar de Reguengos de Monsaraz, que de modo algum se compadecia com um simulacro de assistência médica pretendida pelo Dr. José Robalo, presidente da ARS Alentejo.

Foram por tal motivo os médicos do ACES Alentejo Central e do Hospital de Évora ameaçados de procedimento disciplinar por um auto intitulado "gestor" (mas que continua com a sua condição de médico activa perante a OM e como tal sob a sua alçada disciplinar).

Com a sua atitude, as duas instituições estavam a defender em última análise os doentes e a qualidade de cuidados de saúde prestados.

Mas tal postura não caiu bem no Poder... que não esconde o seu incómodo, pela voz do Sr. Primeiro-Ministro, com declarações impróprias do tipo de "é fácil ficar no nosso consultório e passar o dia a falar por videoconferência para as televisões, opinando sobre o que acontece aqui e ali”.

A OM viu mesmo a sua Comissão de Inquérito proibida de entrar nas instalações (com o argumento de estas estarem em processo de "desinfeção e remodelação”) do Lar da Fundação que é presidida pela mesma pessoa que preside à Câmara Municipal, aos Bombeiros, à Autoridade Protecção Civil (entre mais de 20 cargos), e correligionário do presidente da ARS Alentejo e do do Centro da Segurança Social de Évora.

A OM meteu-se ainda num vespeiro que vale muitos milhões de euros.

Toda esta gente vive, viveu ou espera viver à sombra de uma Misericórdia, instituição bendita que age sem a dita e que com hóstias tudo cura e tudo limpa.

Se alguma questão a pandemia levantou, essa foi a ética/moral.

O negócio dos Lares é e será negócio enquanto os "velhos" morrerem em paz, confinados, quietos e sedados, longe da família. Se for preciso mais pessoal, diferenciado ou indiferenciado, fecham a loja e o Governo é que leva com os milhares que não têm quem lhes troque a fralda.

Daí também que o presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, apareça publicamente de braço dado e em troca de amabilidades com o Sr Primeiro-Ministro a proclamar que devem ser os Médicos de Família a tratar dos utentes dos lares.

360 € por cada utente... basta aumentar a comparticipação em 1 € para poder contratar médicos e enfermeiros... ou em prestação de serviços ou idealmente com contrato de trabalho (o SIM ate já propôs a abertura de negociação de contratação colectiva à União das Misericórdias...)

Assiste-se a outras tentativas de limpeza de factos... por exemplo o de a ARS Alentejo ter feito um contrato de prestação de serviços com um médico de 70 anos para Delegado de Saúde, o qual, por integrar um grupo de risco, nunca visitou o Lar!

Curioso que, no meio disto tudo, um conhecido Administrador Hospitalar, ex-Secretário de Estado da Saúde afastado por suposto envolvimento pessoal com implicações polémicas no escândalo da Raríssimas, vem a terreiro, em artigo de opinião publicado num semanário, questionando se a OM tem competências para avaliar instituições fora da sua órbita de intervenção, e se com a autorização e/ou o conhecimento prévio de quem.

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