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Sindicato Independente dos Médicos

SIM apela ao Governo que respeite a verdade e exige apoio para os profissionais de saúde

10 outubro 2020
SIM apela ao Governo que respeite a verdade e exige apoio para os profissionais de saúde
No dia em que se reportou o maior número de novos infetados desde o início da pandemia (1.642 novo casos, equivalentes a mais de 5.000 na Alemanha ou 8.000 em Espanha), o Sindicato Independente dos Médicos vem mais uma vez apelar para que o Governo se concentre na organização de soluções em vez de maquilhar a realidade.

Há várias semanas que o SIM vem alertando para a gravíssima insuficiência de médicos nas equipas dos Serviços de Urgência, em especial nas áreas metropolitanas.

Urgências encerradas em vários períodos, Urgências a desviar doentes do INEM, equipas médicas abaixo dos mínimos, médicos exaustos ultrapassando em muito as horas extraordinárias obrigatórias, apresentação de minutas de isenção de responsabilidade, recusa em fazer mais horas extraordinárias, unidades de cuidados intensivos próximas de esgotamento (apesar do aumento dos ventiladores os profissionais são em igual número ou até menor) algo que com a  chegada do inverno levanta seriíssimas preocupações.

Os Médicos de Família nos Centros de Saúde estão à beira do colapso e fortemente desmotivados por acusações infundadas e injustas de alguma comunicação social e de utentes de falta de empenho, quando dia após dia, em condições quantas vezes adversas e com falta de apoio (até pelo silêncio) de chefias intermédias e do Ministério, dão o seu melhor na resposta possível às costumeiras necessidades dos seus utentes, tentando não abandonar as tarefas preventivas e ao mesmo tempo que são inundados por novas necessidades decorrentes da pandemia.

Os Médicos de Saúde Pública, manifestamente em número insuficiente, estão afogados em inquéritos epidemiológicos e tarefas burocráticas. Têm trabalhado centenas, milhares de horas extraordinárias e sem qualquer compensação!

O SIM responsabiliza mais uma vez o Ministério da Saúde que, com a permanente preocupação em adornar a realidade, negligenciou a preparação e aprovisionamento em recursos humanos (que não só os médicos) quer dos hospitais quer dos cuidados de saúde primários quer das unidades de saúde pública, tendo tido tempo para tal desde março e sabendo que com a entrada no Outono/Inverno a situação agravar-se-ia.
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