Nas urgências nada de novo, e ainda está longe o Verão.
Com as negociações entre Governo e sindicatos (que têm como elemento central a incontornável revisão da grelha salarial) a passo de caracol, persistindo o Ministério da Saúde na apresentação de medidas temporárias que privilegiam o trabalho extraordinário tornado normal propondo-se prolongar o regime excepcional criado em 2022 mas agora com majoração ridícula do valor pago, a situação nos serviços de urgência é gravíssima na manhã de hoje, sábado, 11 de Fevereiro de 2023 .
Mais de cinco horas de espera para doentes muito urgentes (laranja) no Hospital de Portimão, mais de 50 doentes no serviço observação do Hospital do Espírito Santo de Évora, 120 no Hospital Beatriz Ângelo – Loures (que esgotou macas e bombeiros à espera), 110 no Hospital Fernando Fonseca – Amadora-Sintra, 85 no Hospital de Penafiel e mais de 50 no Hospital de Braga, todos eles sem possibilidade de internamento nos serviços.
Às equipas médicas depauperadas e exaustas de pouco conforto e remédio servem visitas de Ministro e Director Executivo do SNS, de pouco servem já declarações de intenções.
Sindicato Independente dos Médicos
Comunicados
Nas urgências nada de novo
11 fevereiro 2023
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