Faltou nesta reunião, mais uma vez, uma proposta que permita aos médicos que estão nas 35, 40 e 42 horas semanais terem um aumento digno.
Recorde-se que os médicos em 35 e 42 horas semanais não têm uma revisão salarial desde 2005 e que em 2012, o que foi criado, foi um novo regime de trabalho de 40 horas.
Proporem um aumento médio de 1,6% é no mínimo indecoroso, tal como o é relativamente aos médicos internos oferecerem um aumento de cerca de 50 euros por mês.
A grande aposta do Governo é a dedicação plena que alegadamente irá ter um suplemento de 20%. Mas isso associado à aceitação, pelos médicos aderentes, de um aumento do limite anual do trabalho extraordinário e sem redução do horário semanal, para além da supressão de direitos laborais arduamente conseguidos como o descanso compensatório após trabalho noturno e aos fins-de-semana, e a mobilidade no local de trabalho.
Mesmo o aspecto positivo que é o do fim das quotas para a constituição de USFs modelo B está em discussão, porquanto terá de haver garantia que não há perdas remuneratórias com as novas regras propostas e que o nivelamento será por cima e não por baixo.
E os médicos de Saúde Pública continuam os eternos esquecidos!
Não há assim qualquer motivo para que o SIM desconvoque as suas greves marcadas para este Verão, desafiando desde já a FNAM a aderir aos protestos marcados.
Nova ronda negocial, a que o SIM não pretende recusar-se, apenas em Setembro.
Partilha