Após uma maratona negocial de mais de oito horas, que entrou pela noite dentro, não foi ainda possível chegar a um acordo global com o Governo.
Foram feitos avanços relativamente à redução do horário normal para as 35 horas semanais comuns a toda a administração pública, de modo faseado e progressivo no tempo desta legislatura, e também do mesmo modo para o retorno às 12 horas de trabalho em serviço de urgência, tendo que ficar assegurado que tal não é condicionado por fatores não dependentes dos médicos e ficar escrito preto no branco.
Persiste o desacordo relativamente à recuperação das perdas remuneratórias sofridas pelos médicos, relativamente ao qual o SIM não abdica que sejam refletidas no vencimento base e transversais para todos os médicos de todas as áreas de exercício profissional, incluindo os médicos internos.
O SIM admite que tal seja igualmente faseado na legislatura, e lamenta que, de modo inovador, o Governo queira incluir nas propostas apresentadas os ganhos já resultantes do processo de concertação social.
A maratona negocial continua próxima sexta-feira, dia 3 de novembro, mantendo o SIM a sua postura de querer chegar a um entendimento que permita pacificar o SNS e a bem dos doentes, mas que não poderá ser a qualquer custo e eternamente à custa dos médicos.
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