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Sindicato Independente dos Médicos

Comunicado conjunto: balanço da greve médica

11 maio 2017
Comunicado conjunto: balanço da greve médica
A Greve Nacional dos Médicos

Balanço dos dois dias de Greve (10 e 11 de maio)



O segundo dia de Greve, à semelhança do que tem sido habitual em anteriores processos de luta, apresentou no plano nacional os mesmos níveis de adesão que ontem foram anunciados.

Esta Greve assumiu uma enorme dimensão com a adesão da esmagadora maioria dos médicos e teve um significativo impacto político-sindical, confirmando aquilo para que há muito as organizações sindicais médicas vinham alertando, sobre o acentuado descontentamento destes profissionais e até um crescente sentimento de revolta pela acumulação de problemas graves e cuja solução tem sido continuamente adiada pela actual equipa do Ministério da Saúde.

Depois desta greve o Ministério da Saúde não pode repetir os mesmos procedimentos de "negociações" aparentes, e o próprio Governo tem de tomar consciência de que está perante um problema grave num sector da vida nacional tão delicado e sensível como o é a Saúde.

As questões negociais que continuam a estar presentes na mesa das negociações não constituem nenhum conjunto de reivindicações corporativas, antes têm directas implicações para a adequada capacidade de resposta dos serviços de saúde e para a qualidade assistencial dos cuidados prestados aos cidadãos.

Os médicos, enquanto classe profissional com uma missão insubstituível na sociedade, não podem continuar a ser tratados desta forma irresponsável, e a serem obrigados a desenvolver a sua acção laboral em condições de trabalho crescentemente degradadas.

Neste momento torna-se imperioso retomar o processo negocial e, nesse sentido, consideramos urgente que o Ministério da Saúde proceda à marcação de uma reunião negocial que se traduza na vontade efectiva em assumir compromissos concretos e quantificados, e onde não voltem a repetir-se situações de sistemática negação de matérias aparentemente já acordadas.

No debate parlamentar de ontem na Assembleia da República, o Primeiro-Ministro assumiu o compromisso expresso e formal de que as negociações iriam rapidamente ser retomadas com o objectivo de serem encontradas soluções para os problemas pendentes.

Esperamos que essas palavras não tenham sido pronunciadas em vão e que os Ministérios da Saúde e das Finanças saibam entender politicamente o alcance desse compromisso.

O SIM e a FNAM saúdam todos os médicos portugueses que nestes dois dias de greve souberam, mais uma vez, mostrar a sua unidade e o seu elevado espírito cívico, assegurando exemplarmente os serviços mínimos.

Agradecem ainda a compreensão da grande maioria dos doentes durante estes dois dias de greve, na certeza que muitas das nossas reivindicações visam a salvaguarda e melhoria do próprio Serviço Nacional de Saúde.

E reafirmam a sua disponibilidade e empenhamento negociais, embora sublinhem que não irão admitir a repetição de um processo negocial baseado em métodos de negação da transparência e da boa-fé.

Se os Ministérios da Saúde e das Finanças não mostrarem sinais inequívocos de quererem desenvolver um processo negocial digno desse nome, não restará às duas organizações sindicais médicas outra solução senão o de planear com os médicos em geral o recurso a novas e enérgicas formas de luta.

Apelamos a que prevaleça o bom senso político e a boa-fé negocial para não termos de enveredar por esse caminho.


Lisboa, 11 de maio de 2017

 
O Presidente da Comissão Executiva da FNAM                         
Mário Jorge        

O Secretário-Geral do SIM
Jorge Roque da Cunha


Comunicado conjunto

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