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Sindicato Independente dos Médicos

Porquê tantos custos em prestação de serviços e médicos tarefeiros?

17 fevereiro 2017
Segundo o Diário de Notícias de hoje os gastos dos hospitais com as prestações de serviço cresceram no ano passado e até novembro a despesa já estava em 95 milhões e 600 mil euros, valor mais alto dos últimos quatro anos, e o ministro da Saúde quer reduzir a contratação de profissionais através de empresas a 10% até ao final da legislatura.

Como o DN muito bem refere, em 2012 o então ministro da Saúde enfrentou uma das maiores greves de médicos e que culminou num acordo com os sindicatos para as 40 horas semanais com 18 horas de urgência incluídos e com a correspondente melhoria salarial. No ano seguinte a despesa com médicos tarefeiros desceu para os 92 milhões e 713 mil euros e em 2014 baixou para 89 milhões.

Dados disponíveis no Portal do SNS, na monitorização das prestações de serviço, mostram que no primeiro semestre do ano passado foram contratadas 1,6 milhões de horas de prestações de serviço médicos, sendo de destacar que no topo desses encargos estão as contratações de médicos de clínica geral, clínicos que não têm uma especialidade. Esses 1,6 milhões de horas correspondem a cerca de 1.112 médicos a trabalharem 40 horas/semana!

Como muito bem diz o DN, o SNS ainda está a sofrer os efeitos da saída de muitos médicos por reforma antecipada, para o privado e emigração.

E o corte no pagamento das horas extra, em vigor desde 2012, e que se espera que comece a ser revertido parcelarmente em Março de 2017 graças à pressão sindical e à perspectiva de tomadas de posição mais duras, acentuou ainda mais essa tendência.

A ausência de uma revisão da grelha salarial cuja negociação deveria ter sido iniciada em 2015, o congelamento da progressão remuneratória na administração pública desde 2005, a pressão constante dos gestores para a obtenção de números e satisfação de indicadores com equipas humanas cada vez mais reduzidas e sujeitas a sobrecarga, a ausência de incentivos realmente atractivos para a fixação de jovens clínicos em zonas carenciadas, tudo isto tem levado a que muitos dos concursos fiquem desertos por falta de candidatos.

Portugal tem muitos médicos inscritos na OM mas poucos a trabalharem no SNS e destes muitos são ainda Médicos Internos.

Médicos que os ditos defensores do SNS se mostram incapazes de manter e/ou captar para o serviço público.

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