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Sindicato Independente dos Médicos

"Desculpe, está a trabalhar há quantas horas?"

21 outubro 2011

Os estudos são claríssimos. O trabalho por turnos, o trabalho nocturno e o trabalho em períodos de duração superior a 12 horas, têm impacto no rendimento, na concentração e no poder decisório.

O Canadá, esse atrasado País, deliberou mesmo proibir que os médicos trabalhassem em turnos superiores a 12 horas. E fe-lo para defesa dos doentes.

Há até importantes trabalhos publicados que demonstram que um médico, ao fim de 24 horas de trabalho, tem comportamento, reacções e decisões equiparáveis a quem está com 0,8 g/l de álcool no sangue.

As sociedades ocidentais são profundamente hipócritas pois criminalizam, e bem, quem conduz com álcool no sangue mas fecham os olhos aos médicos que excedem, bastas vezes, os tempos limites de trabalho.

Todos sabemos também que a instituição de um dia de descanso semanal e de um dia de descanso complementar se fizeram para quebrar o ritmo de trabalho e, normalmente, coincidem com o domingo e o sábado para favorecerem uma coisa tão simples como seja a vida familiar.

Ora o Governo, através da proposta de Lei OE 2012, vem clarificar a questão para os médicos: acaba com o descanso compensatório, llimita-o a um descanso igual a 25% das horas extra, retira-o da obrigatoriedade de ser exercido no período imediato ao trabalho e, fantástico, quer acabar com o limite das horas extra (reforço que apenas para os médicos).

Se o absurdo criminoso imperar, a poder de voto maioritário, devem os doentes indagar, antes do propofol os enviar para terras de Morfeu, há quantas horas o senhor doutor está ao serviço, de forma continuada, sem pausa, não vá a sua precisa mão, de bisturi em riste, perder a firmeza e a serenidade que a situação requer.

"Desculpe senhor doutor, há quantas horas está a trabalhar?"

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