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Sindicato Independente dos Médicos

Hospital Padre Américo: denúncia dos Internos de Medicina Interna

13 fevereiro 2018
Hospital Padre Américo: denúncia dos Internos de Medicina Interna
A situação vivenciada pelos Médicos Internos na Medicina Interna do Hospital Padre Américo foi alvo de uma denúncia formal ao Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, sendo relatadas situações que põem em causa o seu processo formativo e afetando as suas condições de trabalho.

Os Médicos Internos denunciam que a qualidade assistencial no internamento está severamente comprometida, quer pela ausência de condições logísticas quer pela escassez de recursos humanos, sendo também a qualidade formativa inevitavelmente afetada.

Entre muitas outras situações descritas na sua participação, referem que a Equipa de Medicina Interna de Urgência que deveria ser constituída por um mínimo de quatro Assistentes Hospitalares por norma, não é constituída por mais do que dois Assistentes Hospitalares, sendo que, frequentemente, estas equipas são constituídas por um Assistente Hospitalar e dois Internos nos primeiros anos de formação específica (1° e 2° ano). A estratégia para assegurar o preenchimento de todos os turnos de urgência tem passado por equipas com a constituição referida e impondo a realização de múltiplas horas extraordinárias, excedendo largamente os limites legais e não sendo muitas vezes sequer devidamente remuneradas.

Pese embora as equipas de urgência por si só já deficitárias, a situação agrava-se dado ser prática comum a acumulação de funções no dia de urgência. Durante o período designado entre as 20h00-08h30 de Segunda a Sexta-feira, e de forma variável ao fim de semana, a Urgência Interna encontra-se a cargo da Equipa de Medicina Interna de Urgência.

Sendo evidente a necessidade de reforço dos recursos humanos, contudo e de forma paradoxal apenas se tem agravado a sua escassez. Nos últimos dois anos o Serviço de Medicina Interna perdeu nove elementos: cinco com grau de Assistentes Hospitalares e quatro recém-especialistas formados no Serviço.

A pressão para serem dadas altas é prática recorrente. Periodicamente verifica-se a realização de não uma mas de duas reuniões cujo objetivo principal é pressionar altas. A pressão para as mesmas é tal que os Médicos responsáveis se vêm obrigados a referir, em Nota da Alta, "como decidido em reunião clínica", por não se encontrarem de acordo com a decisão.

Os factos relatados desencadearam no imediato o pedido de uma auditoria técnica urgente pelo Colégio de Medicina Interna da OM, estando sob avaliação a idoneidade formativa daquela instituição hospitalar.

O Sindicato Independente dos Médicos acompanha este problema com a máxima atenção, numa atitude de sinergia com a Ordem dos Médicos, e dará o devido apoio individual aos médicos seus associados.
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