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Sindicato Independente dos Médicos

Hospital S. José coloca doentes e médicos em risco

16 maio 2018
Hospital S. José coloca doentes e médicos em risco
Os meses passaram mas parece que nada aprenderam com os funestos e lamentáveis acontecimentos do verão passado, em que a inexistência de recursos humanos médicos qualificados, mesmo que em regime de prevenção, teve as sabidas e infaustas consequências.

A partir da meia-noite o Hospital de S. José, uma referência do SNS, não tem disponíveis Médicos Radiologistas quer em presença física quer em prevenção. Os exames são executados por Técnicos e avaliados via telemedicina por um médico quem sabe se a centenas de km.

Não está um Médico Radiologista presente a supervisionar a execução dos exames. Não está um Médico Radiologista a avaliar clinicamente o doente.

E com este procedimento estamos a pôr em risco os doentes e a potenciar a possibilidade de erro médico.

E nem sequer estamos a falar de uma coisa que pode significar a diferença entre a vida e a morte e que é a radiologia de intervenção. Uma outra história esta.

Esta ausência de investimento nos serviços de radiologia que têm aparelhos obsoletos, bem como a ausência de remuneração atractiva que promova a fixação de médicos Radiologistas no SNS, associado à falta de concursos atempados, leva os médicos recém-especialistas a fugirem para o privado, onde podem trabalhar com qualidade e verem reconhecido o seu esforço. Veja-se o destinos dos últimos médicos internos que aí fizeram a sua formação.

O SIM considera escandaloso que seja candidamente assumido pela Direção do Serviço de Radiologia do Hospital S. José essa ausência de recursos humanos médicos durante a noite. E compreende e louva a preocupação e indignação dos médicos responsáveis das equipas de urgência.

Não, não estamos no Alasca, na Mongólia, no interior da Austrália. Estamos num país da União Europeia, de fronteiras pequenas.

Infelizmente não estamos perante um caso isolado. Em Lisboa e em muitas outras zonas do país isto repete-se. No país real que não o do Dr. Adalberto e do Dr. Centeno.
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