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Sindicato Independente dos Médicos

Alerta sobre as Urgências

08 dezembro 2016

Recebemos do Coordenador do Colégio da Competência em Emergência Médica (CCEM) da Ordem dos Médicos um pedido de divulgação de um pertinente Comunicado.

Tão pertinente quanto a própria ACSS divulga hoje, ainda no início de Dezembro, que as urgências estão lotadas e a espera para atendimento já é de uma hora...

Tão pertinente quando responsáveis hospitalares alertam para a incapacidade de preencher as escalas de urgência para as épocas festivas e as ofertas de trabalho pelas empresas prestadoras de serviços aumentam, sem garantia de interessados apesar dos valores pagos.

Tão pertinente quanto os sucessivos alertas feitos pelo SIM para a imperiosidade de ser reposto o valor hora do trabalho suplementar, para os médicos dos SU hospitalares e para os médicos dos CSP que trabalham à noite e fins-de-semana em prolongamento de horário, que permanecem ignorados.

Tão pertinente quanto nada é feito para reverter a desmobilização e o burnout médico que grassa no SNS.

A já habitual discussão pública sobre as dificuldades sazonais na prestação de cuidados médicos nos Serviços de Urgência é, também ela, afectada por sazonalidade na Comunicação Social, em momentos de impacto social estratégico, quase sempre centrada na escassez e défices na diferenciação dos recursos humanos, como as principais causas dos constrangimentos.

Estas discussões e alertas, com maior ou menor impacto na opinião pública, não se têm traduzido em qualquer alteração substancial no funcionamento das Urgências, pelo que todos os problemas identificados até à data se mantêm praticamente inalterados ou até agravados nos ultimos anos.

Recentes declarações públicas de várias entidades e associações, com maior ou menor relevância no sistema, sobre a época natalícia que se avizinha, (época essa que, de forma repetida, se presta a estas reflexões), misturam várias problemáticas: a afluência excessiva aos Serviços de Urgência (SU), o crónico subdimensionamento dos recursos humanos nos SU e Emergência, a sua qualificação, o papel preocupante de empresas de contratação de médicos associado a custos exorbitantes, bem como questões sobre a qualidade do serviço. (...)

Obviamente que o CCEM está preocupado com o funcionamento dos serviços de urgência e a sua capacidade de resposta, mas não apenas em períodos de maior solicitação, dado que o problema já não é sazonal mas perene. Afecta constantemente doentes e todos os profissionais de saúde, que estoicamente e com notável resiliência têm mantido no limite a resposta necessária.

Importa por isso trabalhar nas soluções imediatas e de compromisso nos aspectos que ultrapassam mas condicionam o congestionamento dos Serviços de Urgência: capacidade de resposta dos Cuidados Primários, capacidade de Internamento Hospitalar, soluções de prestação de cuidados fora do ambiente hospitalar, Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos.

 
Comunicado do CCEM na íntegra


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